• Império Contabilidade1

Nelson Mandela, de preso político a líder histórico da África do Sul - Rio Brilhante News - Notícias de Rio Brilhante MS e Região

22º min
32º max

  • Coberturas31


Rio Brilhante - MS, segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Nelson Mandela, de preso político a líder histórico da África do Sul

O ex-presidente sul-africano deixa como legado o histórico de uma luta pacífica por sociedade democrática e igualitária

Publicado em: 06/12/2013 às 14h07

Administrador

 Rolihlahla Mandela nasceu em 18 de julho de 1918 no vilarejo de Mvezo, no distrito de Umtata, região sul-africana de Transkei. Filho do chefe tribal local e descendente de sangue da realeza Thembu. De seu clã, Madiba, herdou o carinhoso apelido pelo qual é conhecido entre os negros de seu país. Seu nome "branco", Nelson, ganhou aos 7 anos, em seu primeiro dia na escola.

 

"Sonho com o dia em que todas as pessoas levantar-se-ão e compreenderão que foram feitos para viverem como irmãos."

 

Mandela foi o grande nome da luta contra o fim da divisão entre brancos e negros na África do Sul. Ainda universitário, ele se engajou no Congresso Nacional Africano (CNA), principal partido negro do país. Apesar do engajamento ao combate ao segregacionismo entre brancos e negros em seu país, também lutou contra costumes tribais. Por recusar um casamento arranjado, fugiu para Johanesburgo em 1940.  Seu primeiro emprego foi como vigia noturno em uma mina de ouro. Depois, estudaria advocacia e montaria o primeiro escritório liderado por negros do país.

Em 1948, o Partido Nacional, dominado pelos Africâneres (brancos de ascendência germânica), venceu as eleições e impôs o regime segregacionista do Apartheid. Inicialmente, Mandela se inspirava no indiano Mahatma Gandhi e defendia o ideal de resistência pacífica. Apesar disso, foi preso em 1956 e acusado de traição. Absolvido em 1961, engajou-se na luta armada após o massacre de Sharpeville - em que 69 manifestantes negros foram mortos pela polícia - e o banimento do CNA pelo governo. Fundou o movimento Umkhonto we Sizwe, que promoveu ataques com bomba a prédios do governo.

 

Em 1962, Mandela foi preso e condenado a cinco anos de prisão, por incentivo a greves e por viajar ao exterior sem autorização. Em 1964, foi novamente julgado e condenado à prisão perpétua por sabotagem e por conspirar para outros países invadir a África do Sul. No julgamento, ele se declarou culpado da primeira, mas jamais assumiu a segunda acusação.

 

 

Ele encerrou a sua fala ao tribunal que o condenou a passar vida atrás das grades com os dizeres: "Durante a minha vida eu me dediquei ao sofrimento do povo africano. Eu lutei contra a dominação branca, e lutei contra a dominação negra. Eu apreciei o ideal de uma sociedade democrática e livre em que todas as pessoas vivem em harmonia com oportunidades iguais. É um ideal pelo qual eu espero viver e atingir. Mas se necessário, é um ideal pelo qual eu estou preparado para morrer".