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Rio Brilhante - MS, domingo, 20 de agosto de 2017

Federação impede transmissão online do Atletiba e clubes se negam a jogar

Publicado em: 20/02/2017 às 07h23


Jogadores de Atlético-PR e Coritiba se despedem da torcida. Não houve jogo

O clássico entre Atlético-PR e Coritiba, marcado para as 17h (de Brasília) deste domingo (19), teve seu início impedido pela Federação Paranaense de Futebol (FPF). Alegando problemas de credenciamento, a entidade se opôs à transmissão do jogo de forma independente e exclusivamente online pelos canais dos clubes no YouTube. Os clubes se negaram a jogar sem a transmissão e a partida não aconteceu.

Jogadores dos dois times entraram em campo de mãos dadas para se despedir da torcida e voltaram ao vestiário logo depois. A torcida na Arena Baixada gritou "vergonha" e protestou contra a FPF e a Rede Globo.

"Fica o alerta para que os outros clubes sigam o exemplo de Atlético e Coritiba", disse o presidente do Atlético-PR, Luiz Sallim Emed. "Vamos dizer não. É uma palavra simples. Muitas vezes é isso que a gente tem que fazer: romper com essas coisas. Vamos romper com o status quo".

Em seu Twitter oficial, o Coritiba falou sobre o impasse. "Funcionários da Federação Paranaense de Futebol solicitam que a arbitragem não permita início do jogo. Motivo: a FPF não permite transmissão do jogo pelos canais de Coritiba e Atlético. A federação pede que o jogo não comece enquanto houver a transmissão online".

O diretor executivo de marketing do Atlético-PR, Mauro Holzmann, se revoltou com a decisão e disse que o jogo não aconteceria sem a transmissão pela internet.

"Atlético-PR e Coritiba não venderam seus direitos [para a TV] por causa dessa merreca que a RPC e a Globo nos ofereceram. E a Federação Paranaense de Futebol não quer dar continuidade à partida enquanto a imprensa estiver aqui. Temos uma produtora independente aqui. Não temos que acabar com a transmissão", disse ele ao canal do Atlético no YouTube.

"A federação, de forma arbitrária, quer que tiremos nossa produtora independente. Nós não vendemos o jogo para ninguém, só não aceitamos o que a Federação Paranaense quer fazer. A federação diz que não vai ter o jogo enquanto a transmissão dos canais oficiais não for tirada do ar. Então não vai ter o jogo", completou.

O vice-presidente do Coritiba, José Fernando Macedo, também se revoltou com a situação.

"A federação mandou uma ordem para a equipe de arbitragem de que não pode ser feita a transmissão porque existe um contrato com a Rede Globo. O Coritiba e o Atlético se sentem no direito de fazer a transmissão pelo YouTube. Os dois times não vão abrir mão de jogar essa partida [com a transmissão online]", afirmou.

Por meio de nota oficial, Atlético-PR e Coritiba declararam que não venderam os direitos de transmissão de seus jogos à TV "por não concordarem com os valores oferecidos", e lamentaram "o prejuízo causado ao futebol paranaense, em especial aos seus torcedores".

FPF diz que problema é no credenciamento

Em contato com o UOL Esporte, Hélio Cury, o presidente da federação paranaense, disse que não haveria jogo enquanto os profissionais não saíssem de dentro de campo. Segundo ele, o credenciamento dos profissionais deveria ter sido feito 48 horas antes da partida, o que não teria acontecido.

"Enquanto os profissionais não credenciados estiverem dentro do campo não vai haver jogo", disse ele. "Deveria ser feito um credenciamento 48 horas antes da partida. O nosso posicionamento está bem claro: está proibido".

Os clubes disseram ter sugerido que os profissionais que transmitem o jogo de dentro do campo poderiam ir para as arquibancadas. Questionado sobre isso, Cury disse que não poderia fazer nada para impedir o jogo nesse caso.

"A federação só cuida do que acontece dentro do campo, fora nós não temos nada a ver com isso. Se eles tirarem tudo do campo e colocarem na arquibancada não podemos fazer nada.

Diante do impasse, Cury afirmou que uma entrevista coletiva de imprensa deve ser marcada para segunda-feira para tratar do tema. "Vamos analisar com o nosso jurídico quais serão as consequências jurídicas disso".

  • Colaborou Adriano Wilkson, de São Paulo

Por: Uol