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Rio Brilhante - MS, terça-feira, 24 de outubro de 2017

Grupo diz que invasão é por tempo indeterminado e pode 'tomar' a cidade

Publicado em: 28/03/2017 às 08h04


Líder citou que cerca de 200 pessoas devem participar do ato iniciado nesta tarde- Foto: Gizele Almeida

Os manifestantes ligados ao MSTB (Movimento Sem Terra Brasileiro) que ocuparam a sede do Incra (Instituto Nacional da Colonização e Reforma Agrária) de Dourados no início da tarde desta segunda-feira (27) afirmam que o movimento segue por tempo indeterminado e colocam como possibilidade a invasão em outros pontos da cidade, caso haja ordem judicial para que deixem o local.

"Nós não temos prazo para sair daqui e as ações são definidas em conjunto com todos, mas posso dizer que se houver reintegração de posse para gente sair, vamos ocupar outros locais por Dourados, já temos alguns pontos em vista, mas não vou falar ainda, vamos esperar como tudo vai acontecer, posso dizer que podemos nos espalhar e só não vai ter ocupação nos cemitérios", disse Vanildo Elias Oliveira, líder do movimento.

O Dourados News esteve no local durante a tarde desta segunda-feira (27) e a chegada dos manifestantes era tranquila, apesar de anteriormente o líder ter citado que "algumas portas haviam sido fechadas por funcionários" 

Os participantes do ato ocupavam as dependências do prédio e levavam para o interior itens como garrafas térmicas e botijões de gás.

A reivindicação principal dos sem-terra é um encontro com o presidente do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), Leonardo Góes para solicitar agilidade no andamento da reforma agrária. Conforme mostrado pelo Dourados News, na região eles se mobilizam ainda por questões ‘pontuais’ sendo a desapropriação sob decreto de três fazendas em Mato Grosso do Sul, que seriam de propriedade de devedores da União.

Conforme o líder do Movimento, os manifestos ocorrem simultaneamente em Mato Grosso, Goiás e no Pará.

Daniel Tadao Yamamoto, chefe da unidade avançada, afirmou que diante da situação a medida tomada de acordo com a lei é a liberação dos funcionários para minimizar riscos, o que já havia sido realizado.

Ele citou ainda que não houveram situações de tensão com a chegada dos participantes e falou sobre a perspectiva de que um representante do Incra de Campo Grande se reúna com os manifestantes.

"Já se tem um histórico de ocupação frequente e não ocorreu nenhum ato que não fosse pacifico. É aguardada a chegada de Agemiro Hernandes Alves, ainda hoje, da ouvidoria agrária do Incra, para mediar a situação, no entanto, não há previsão do representante nacional como solicitam", disse.

Ainda conforme Vanildo, "se não houver a presença do presidente com sinalizações positivas quanto as questões da categoria, as ações continuarão".

Ele é enfático ao defender que as terras reivindicadas no interior do Estado são de devedores da união e com isso deveriam por direito ser dos trabalhadores.

"São terras com dívidas acima de R$ 50 mi e por direito teriam que ser cedidas para a reforma agrária, ou seja, para o povo, não ficando para corruptos", diz.

O grupo foi para o local após deixar a Usina São Fernando, empresa do pecuarista José Carlos Bumlai, preso por corrupção nos desdobramentos da Operação Lava Jato. No início do mês, o local já havia sido tomado, o que aconteceu também na fazenda São Marcos também de propriedade de Bumlai.

 

Por: Dourados News