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Narcotraficantes pagam 'espião' para monitorar exército na fronteira em MS - Rio Brilhante News - Notícias de Rio Brilhante MS e Região

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Rio Brilhante - MS, sábado, 21 de outubro de 2017

Narcotraficantes pagam 'espião' para monitorar exército na fronteira em MS

Suspeito informava criminosos por três celulares

Publicado em: 06/04/2017 às 07h42


Enquanto profissionais da segurança pública em Mato Grosso do Sul reclamam da falta de investimentos em serviços de inteligência envolvendo os delitos mais comuns na região de fronteira, o crime organizado mantém até 'agentes de campo'. A Polícia Militar prendeu um homem de 22 anos contratado por traficantes para espionar a movimentação de tropas do Exército Brasileiro na Operação Ágata, em Amambai, a 352 km de Campo Grande.

A polícia foi acionada até 17º Regimento de Cavalaria Mecanizado, por volta das 23h15, desta segunda-feira (3). Os próprios militares já haviam detido o suspeito, quando a PM chegou à base. Conforme o 3º Sargento Vinícius de Moura, o rapaz estava escondido em uma região de mata fechada em área militar, observando a movimentação da tropa.

À polícia, o morador de Eldorado, a 440 km de Campo Grande, confessou que foi contratado para ficar de olho no local, observando a movimentação dos veículos do Exército e das equipes policiais, e repassando as informações via telefone celular, e que posteriormente fugiria do local em um veículo VW/Gol, preto.

Há poucos dias na cidade, o suspeito disse que receberia o valor de R$ 100 para ficar escondido, e que foi informado de que um veículo Toyota estaria vindo de Ponta Porã, a 346 km de Capo Grande, e estava sendo escoltado pelo veículo Gol, preto.

Durante a entrevista, várias mensagens chegavam em um dos três celulares, que estavam em posse do suposto espião.

Os policiais iniciaram rondas, na região, em busca dos veículo citados e o suspeito permaneceu no local até às 1h. Posteriormente, o abordado foi levado ao Hospital Regional para exame de corpo de delito, e em seguida à Delegacia de Polícia Civil, sem lesões.

 

O caso foi registrado como tráfico de drogas relacionado a colaborar, como informante, com grupo, organização ou associação.

 

Por: Mídia Max