Sem combustível na viatura, presos são escoltados a pé em Ponta Porã - Rio Brilhante News - Notícias de Rio Brilhante MS e Região

22º min
32º max

  • Coberturas31


Rio Brilhante - MS, quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Sem combustível na viatura, presos são escoltados a pé em Ponta Porã

Detentos percorreram 3 quadras para a realização de exame, diz sindicato. Sejusp-MS nega racionamento e fala apenas em remanejamentos.

Publicado em: 09/04/2016 às 07h58

Graziela Rezende - G1 MS

Policiais ficam quase escondidos em transporte de presos (Foto: Sinpol-MS / Divulgação)

Sem combustível na viatura em Ponta Porã, de acordo com o Sindicato da Polícia Civil (Sinpol-MS), presos foram escoltados a pé para realizarem o exame de corpo de delito no município a 326 km de Campo Grande. Segundo o presidente do sindicato da categoria, Gincarlo Miranda, o fato ocorreu na tarde de quinta-feira (7), com sete detentos acompanhados por quatro policiais civis.

 

O G1 entrou em contato com a Sejusp-MS e eles negam qualquer racionamento, dizendo apenas que remanejamentos emergenciais ocorrem nas delegacias.

 

"Eles realizaram o percurso de três quadras. É uma situação denunciada ao sindicato, na qual a Sejusp-MS [Secretaria de Justiça e Segurança Pública] já entrou em contato alegando que havia combustível na delegacia. Agora vamos fazer este confronto. É uma denúncia feita com responsabilidade", afirmou o presidente.

 

Conforme Miranda, o problema não ocorreu só na 1ª Delegacia de Polícia de Ponta Porã, mas em diversas unidades policiais do estado.

"O trajeto tem diversas possibilidades de fuga e de ameaça à segurança dos moradores. São casas, escolas e terrenos baldios no qual eles passam e poderiam fugir ou até mesmo render uma criança", complementou o presidente.

 

Ainda conforme o sindicato, a custódia de presos não é atribuição dos policiais e, mesmo assim, as delegacias estão superlotadas de presos em todo o estado. A estimativa é de 1,4 mil presos.

 

"Nós já fizemos várias denúncias do racionamento de combustível e as autoridades competentes insistem em dizer que isto não ocorre. Porém, a realidade que vivemos é outra", finalizou ao G1 o presidente.

 

Nesta sexta-feira (8), o departamento jurídico do Sinpol-MS encaminhará ofício solicitando recursos.




  • Colégio Objetivo4
  • Objetivo32