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Rio Brilhante - MS, terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Depois de 37 anos, mãe descobre que a filha foi trocada na maternidade em Dourados

Dois exames de DNA foram feitos e comprovaram a não-compatibilidade

Publicado em: 29/08/2018 às 08h23

Correio do Estado

Em 2012, a dona Nilza Motta Bonin, aceitou fazer o exame de DNA com a filha Cleonice, que atualmente tem 42 anos, para acabar com uma dúvida que começou desde que a mulher era uma criança. Cleonice, além de não se parecer com as duas irmãs, era mais alta que elas.

Em conversa com a reportagem do Correio do Estado, dona Nilza contou que as diferenças foram os motivos da desconfiança, que atormentavam a vida da pequena Cleonice. "Ela se revoltou porque as pessoas ficavam falando que ela não se parecia com as irmãs", conta a mãe. Para a dona Nilza, o diferencial entre as filhas nunca foi de grande importância. "As vezes as irmãs podem sair diferentes, né? Por isso não dei muita bola e achei que não era nada", disse. 

A menina nasceu no dia 9 de janeiro de 1976, no Hospital Evangélico de Dourados, cidade onde a família morava. Na época, não houve nenhuma desconfiança em relação a criança.

Há seis anos, elas fizeram o exame de DNA, por duas vezes, no estado de São Paulo. Quando descobriram que Cleonice não tinha o mesmo sangue que o resto da família, é que começou a saga deles para encontrar a filha biológica de Nilza e os pais de Cleonice. No começo, o impacto para eles foi grande. "Foi muito triste; fiquei tempos sem dormir e chorava toda hora [...] Ela sofreu muito também, entrou em depressão", relembra. 

Segundo a mãe, família procurou o hospital, mas só lhes entregaram uma ficha com alguns nomes e, hoje, já não prestam nenhum apoio. A polícia e o Fórum também foram procurados, mas como o fato foi há muitas décadas e as partes já são maiores de idade, nada poderia ser feito. Os familiares acreditam que as meninas podem ter sido trocadas na maternidade. 

 Hoje, a senhora, que mora em Angélica, recorre a ajuda da imprensa para poder encontrar a filha perdida, mas garante que Cleonice sempre terá um lugar garantido no coração dela. "Ela não é minha filha de sangue, mas é filha de coração; de amor.", disse ela, acrescentando que não irá descansar enquanto as famílias biológicas não forem reunidas. "Eu não me conformo enquanto eu não achar a minha filha e ela também não se conforma enquanto não achar os pais". 

A reportagem do Correio do Estado tentou contado com Cleonice, que atualmente mora com o pai em São Paulo, mas ela não atendeu as ligações. Quem tiver informações pode entrar em contato com a dona Nilza, no número 67 996941820.