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Rio Brilhante - MS, segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Empossada há 40 dias, vereadora Denize Portollan é presa na Operação Pregão

Publicado em: 01/11/2018 às 07h48

MGS NEWS

A "Operação Pregão", desencadeada nesta quarta-feira (31) pelo MPE-MS (Ministério Público Estadual) para combater fraudes em processos licitatórios na Prefeitura de Dourados resultou na prisão da vereadora Denize Portolann de Moura (PR). Ex-secretária municipal de Educação, ela foi alvo de um dos quatro mandados de prisão expedidos pela Justiça e cumpridos nesta manhã. Os outros três nomes ainda não foram confirmados.



Nomeada secretária de Administração pela prefeita Délia Razuk (PR) logo no primeiro dia do atual governo municipal, em 1º de janeiro de 2017, Denize passou a ser titular da Educação em março do ano passado, depois que Audrey da Silva Milan Conti pediu exoneração da secretaria.



Mais recentemente, no dia 26 de fevereiro deste ano, Denize pediu para deixar o cargo em meio à crise da dispensa de alunos por falta de professores nas escolas e centros de educação infantil do município. Dias antes, o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) havia cumprido mandados de busca e apreensão nas dependências da Secretaria de Educação como parte de processo que aponta irregularidades nas contratações de professores temporários no município. 



No entanto, como era a primeira suplente da coligação "Por Amor a Dourados I", Denize assumiu uma vaga na Câmara de Dourados no dia 12 de setembro no lugar de Antônio Braz Genelhu Melo (PSC), que perdeu o mandato do vereador por decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), responsável por julgar processo de quando ele foi prefeito de Dourados e no qual foi condenado. Nesta quarta-feira, o jornalista Sidnei Lemos, repórter Bonka da 94FM, confirmou com um advogado de Denize que ela foi alvo de mandado de prisão preventiva, com prazo de 5 dias. A Operação Pregão teria sido motivada por uma dispensa de licitação irregular feita quando ela era secretária de Educação, no valor de quase R$ 2 milhões e com sobre preço apontado pelo TCE-MS (Tribunal de Contas do Estado) superior a R$ 330 mil.



Em nota, a Câmara de Dourados alegou que "obteve informações referentes a operação através dos veículos de comunicação". Acrescentou que "não foi informada pelos órgãos competentes sobre a identidade e motivos das prisões" e que "se manifestará caso seja notificado oficialmente".(André Bento/94FM)




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