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Rio Brilhante - MS, quinta-feira, 25 de abril de 2019

Postos de saúde de Rio Brilhante estão sem pediatras

Secretário de saúde morador em Dourados tenta se justificar em entrevista

Publicado em: 15/04/2019 às 11h08

Enfoque Político

Foto reprodução entrevista - Olimar Gamarra/Rio Brilhante em Tempo Real

om quase 37 mil moradores, Rio Brilhante, está entre os 50 maiores em geração de produtos agrícolas. Porém, esta riqueza por ser um munício forte no agronegócio não se reflete em benefícios a população. Com orçamento de mais de R$ 180 milhões previstos para este ano, a saúde continua sendo o maior problema na atual gestão, que já trocou de secretário no comando da pasta por três vezes.

Tais trocas, além de não apresentarem resultados mostram que a condução da pasta é uma verdadeira torre de babel, já que ninguém se entende.

Na semana passada o secretário de saúde, que é morador na cidade de Dourados, talvez por não conhecer a realidade da saúde de Rio Brilhante, disse em entrevista a uma rádio, que os comentários que foram feitos acerca da falta de atendimentos de pediatras na rede pública municipal, eram apenas falácias e que segundo ele, era boatos das redes sociais.

Todavia, o secretário não conseguiu explicar para a população como é que pretende dar atendimento com especialista, sendo que a licitação que foi feita e que está em vigor no momento, prevê que a médica pediatra, faça 38  atendimentos por dia, e com exceção do postos de saúde central, os demais postos localizados nos bairros, não terão médicos pediatras.

De acordo com o portal da transparência, a licitação feita para a contratação de médico pediatra, foi de 14 mil consultas por ano, sendo 7 mil em cada período, ao Custo de R$ 455 mil, equivalente à 1% das receitas previstas para gastos com saúde neste ano por parte da administração pública. mostra que quem planejou tal situação, não conhece a realidade sobre a quantidade de atendimentos pediátricos nos postos de saúde, e de forma natural os pais acabam por buscar socorro no posto central, que estará limitado ao atendimento de aproximadamente 40 consultas por dia.

Com altos índices de dengue, febre e outras doenças as quais as crianças estão sujeitas, como é possível que uma das cidades com maior arrecadação do estado, fique refém de uma política tão desumana, por acaso, a saúde das crianças não deveria ser uma prioridade?

Qual atitude a câmara de vereadores vai tomar? Ou vai continuar inerte, assim como foi na criação da taxa do lixo?




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