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Rio Brilhante - MS, domingo, 26 de maio de 2019

Juíza de Rio Brilhante conta sua história no 'EU,JUÍZA'

Publicado em: 07/05/2019 às 10h47


Essa semana, apresentamos "EU, Mariana, JUÍZA, magistrada que judica em Rio Brilhante, conhecida e respeitada por seus posicionamentos humanos e em defesa da infância.

A ação é uma uma continuação da ação desencadeada pela Diretoria da Mulher da AMAMSUL. Conheça a magistrada.

Mariana Rezende Ferreira Yoshida
1) Qual a data de seu ingresso na magistratura?
22 de junho de 2011

2) Está em exercício ou já se aposentou?
Em exercício

3) Como foi sua posse?
Memorável. A realização de um sonho, uma vitória após muitas lutas. Tive a honra de fazer o discurso de posse, representando também os outros 11 colegas que ingressavam na magistratura naquela ocasião. Difícil encontrar as palavras certas, mas deixei o coração falar mais alto, procurei exercer a alteridade e verbalizei aquilo que realmente achava importante: mostrar nossos valores e o sentido da nossa busca pela magistratura. Estiveram ali minha família e os amigos mais próximos.

4) Como foi seu primeiro dia de juíza? 
No curso de formação, em Campo Grande. Era o dia do meu aniversário. Não poderia ter ganhado presente mais lindo. Não houve discurso.

5) Qual foi seu dia mais feliz de magistrada?
A inauguração do prédio do Fórum da comarca de Nova Alvorada do Sul, a primeira onde judiquei no interior e fui juíza titular por mais de quatro anos. Acompanhei a construção de perto e, ao final, o prédio recebeu nome da grande e inesquecível colega “Luciana de Barros Borges”, que faleceu prematuramente logo após o parto da primeira filha.

6) Qual foi sua ação mais significativa ou decisão mais marcante da qual se orgulha?
Servir à sociedade na condição de magistrada, por si só, é um motivo de grande orgulho e renovação de forças para seguir em frente todos os dias.

7) O que mais a comoveu na atuação como juíza?
As adoções são sempre marcantes e faço questão de pessoalmente encaminhar a criança à nova família, em uma audiência solene onde todos têm a palavra. Mas duas ocasiões me emocionaram especialmente. A primeira, um casal de trabalhadores rurais, que foi chamado ao fórum para conhecer uma criança apta à adoção e, emocionados, disseram-me que, por serem pobres, achavam que esse dia nunca ia chegar. A segunda, foi uma triste audiência de entrega voluntária de uma criança por um casal e, em seguida, a alegria da chamada pelo telefone do primeiro casal da fila de adoção para receber a filha.

8) Qual seu sonho de magistrada?
Viver numa sociedade mais igualitária, onde todas e todos possam realizar seus justos anseios, independentemente da condição social, cor da pele ou gênero.

9) O que gosta de fazer no tempo livre?
Estar com minha família e fotografar.

10) Qual seu desafio pessoal e/ou profissional mais relevante?
Aprender e ser resiliente, inclusive nos ambientes mais hostis, especialmente quando percebo que a minha condição de mulher é determinante naquele momento.

11) Cite uma mulher inspiradora, brasileira ou não. 
Para mim, todas as mulheres são inspiradoras, pois cada uma traz em si um histórico de lutas e sabedoria.

12) Cite uma mulher inspiradora que exerce ou exerceu um cargo no Poder Judiciário, Executivo ou Legislativo do Brasil, em qualquer esfera (municipal, estadual ou federal).
Ministra Ellen Gracie, por ter sido a primeira mulher no Supremo Tribunal Federal.

13) O que diria hoje numa frase a uma mulher que quer ser juíza?
Lugar de mulher é onde ela quiser.

14) Diga uma frase que a define como mulher magistrada 
“Seja a mudança que você quer ver no mundo” (Mahatma Gandhi)