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Rio Brilhante - MS, domingo, 26 de maio de 2019

Vereadora presa por tráfico tem mandato cassado e é exonerada

Marisa Rocha (PSB) é acusada de chefiar um esquema de tráfico de drogas em Três Lagoas.

Publicado em: 08/05/2019 às 11h24

Adriano Fernandes-Campo Grande News

A até então vereadora Marisa Rocha (PSB), teve o mandato cassado e foi exonerada do cargo de secretária municipal de Esportes esta tarde (07) em Três Lagoas, cidade a 338 quilômetros de Campo Grande. Marisa havia sido presa pela Polícia Federal em março deste ano, acusada de chefiar um esquema de tráfico de drogas no município.

Nesta terça-feira (7), a vereadora teve o mandado cassado após ser condenada por ter acobertado um foragido da Justiça em seu sítio, como caseiro, em 2013. Ela estava licenciada do Legislativo, desde o início de 2018 para comandar a secretaria.

Com a condenação a 1ª Vara do Juizado Especial Cível e Criminal à Câmara, determinou a aplicação da Lei Orgânica municipal, que prevê a perda de mandato em caso de condenação por crime doloso transitado em julgado, sem chance de recurso.

Após a cassação, a prefeitura anunciou a saída de Marisa da Sejuvel(Secretaria Municipal de Esporte, Juventude e Lazer). Desde quando foi presa ela jpa não recebia salários, conforme o JP News. Marisa integrava o governo do prefeito Ângelo Guerreiro (PSDB) desde junho do ano passado e estava no seu sexto mandato como vereadora.

Prisão

A ex-vereadora foi presa no começo do mês de março, após denúncia apresentada a partir de investigações realizadas na Operação Themis, que apura um esquema de tráfico de drogas no município, do qual ela seria chefe. Marisa já respondia a processo por associação ao tráfico aberto em 2013, após a apreensão de maconha em um sítio de sua família. O nome da secretária voltou a ser citado em outra operação que resultou em uma prisão, no ano passado.

Themis

Em fase conclusiva, a Operação Themis teve uma primeira fase realizada em janeiro deste ano, com o cumprimento de 17 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Ponta Porã e Três Lagoas (inclusive no Batalhão da Polícia Militar), além de casas e locais de trabalho de suspeitos. Foram investigados crimes como organização criminosa, coação no curso de processo, violação de sigilo, associação ao tráfico e tráfico.